Médico, ex-prefeito de Três Barras e candidato a deputado federal, Dr. Elói Quege leva para a disputa eleitoral uma bandeira que vai além de um nome: a busca por mais voz para uma região que há anos cobra espaço nas grandes decisões
O Planalto Norte catarinense é uma região que trabalha, produz, gera empregos e movimenta a economia de Santa Catarina. Mas, para muitos moradores, ainda existe a sensação de que, quando as grandes decisões são tomadas em Brasília, a voz da região nem sempre chega com a mesma força.
Estradas que precisam de melhorias, hospitais que necessitam de investimentos, municípios que dependem de recursos federais, agricultores que enfrentam desafios diariamente e famílias que esperam por mais oportunidades fazem parte de uma realidade conhecida de quem vive no Planalto Norte.
É nesse cenário que a candidatura do médico e ex-prefeito de Três Barras Dr. Elói Quege, pelo MDB, ganha um significado que ultrapassa uma disputa eleitoral individual.
Para parte da população da região, sua candidatura representa também a possibilidade de o Planalto Norte voltar a discutir uma pergunta importante:
quem estará em Brasília olhando diretamente pelas necessidades da nossa região?
Uma região forte, mas que quer mais espaço
Três Barras, Canoinhas, Mafra, Papanduva, Major Vieira, Monte Castelo, Irineópolis, Porto União, Rio Negrinho, São Bento do Sul e outros municípios do Planalto Norte carregam histórias construídas pelo trabalho de milhares de famílias.
São agricultores, empresários, trabalhadores das indústrias, profissionais da saúde, servidores públicos, comerciantes e pequenos empreendedores que ajudam diariamente a movimentar Santa Catarina.
Mesmo assim, muitas das grandes demandas regionais dependem diretamente de decisões tomadas longe daqui.
Uma rodovia federal não é responsabilidade apenas da prefeitura.
Um grande investimento em infraestrutura muitas vezes precisa passar pela União.
Recursos para hospitais, obras, equipamentos, agricultura e desenvolvimento dos municípios também podem depender de articulação política em Brasília.
E é justamente por isso que a representatividade importa.
Ter alguém que conhece as cidades, que já percorreu essas estradas, que entende as dificuldades dos hospitais locais e que conhece de perto a realidade dos municípios pode fazer diferença na hora de defender prioridades.
Dr. Elói leva experiência municipal para a disputa
Dr. Elói Quege construiu parte importante de sua trajetória pública em Três Barras.
Médico e ex-prefeito do município, ele foi vice-prefeito e depois comandou a Prefeitura por dois mandatos, após ser eleito em 2008 e reeleito em 2012.
Agora, busca uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Sua candidatura coloca novamente o Planalto Norte dentro de uma discussão maior sobre representatividade política.
Ao longo da pré-campanha e da campanha, Dr. Elói tem defendido a necessidade de a região possuir uma presença mais forte no Congresso Nacional, especialmente para cobrar investimentos em infraestrutura, saúde e desenvolvimento.
Entre os temas mencionados por ele está uma das maiores reivindicações do Planalto Norte: a BR-280.
A BR-280 simboliza uma cobrança antiga
Para quem mora no Planalto Norte, falar da BR-280 é falar de uma realidade presente há décadas.
É pela rodovia que passam trabalhadores, estudantes, caminhoneiros, empresários, ambulâncias e famílias inteiras.
Ela conecta cidades e também sustenta uma parcela importante da economia regional.
Ao mesmo tempo, acidentes, gargalos e trechos que necessitam de melhorias fazem parte do cotidiano de quem utiliza a estrada.
Por ser uma rodovia federal, grandes intervenções dependem da atuação do Governo Federal e da articulação política da bancada catarinense.
É justamente em situações como essa que a presença de um parlamentar diretamente ligado à região pode ganhar importância.
Não existe garantia de que um único deputado consiga resolver problemas históricos.
Mas existe uma diferença entre uma região que apenas espera e uma região que possui alguém dentro do Congresso cobrando, apresentando projetos, buscando recursos e lembrando constantemente ao Governo Federal que o Planalto Norte existe.
Recursos que podem chegar às cidades
Deputados federais têm participação direta na discussão do Orçamento da União e podem indicar recursos para diferentes áreas.
Esses investimentos podem contribuir para hospitais, equipamentos de saúde, estradas, agricultura, educação, infraestrutura urbana e projetos municipais.
Para cidades menores, muitas vezes esses recursos representam a diferença entre uma obra sair do papel ou permanecer apenas como um projeto.
É por isso que a eleição para deputado federal não deve ser vista apenas como mais um número na urna.
Ela influencia quem terá acesso aos ministérios, quem participará das grandes discussões nacionais e quem poderá defender os interesses das regiões catarinenses dentro do Congresso.
A saúde também faz parte dessa trajetória
Além da experiência política, Dr. Elói carrega sua trajetória como médico.
A saúde é uma das áreas mais sensíveis para os moradores do interior.
Quem depende do sistema público conhece de perto as dificuldades para conseguir determinadas consultas, exames especializados e cirurgias.
Muitas famílias precisam viajar para outros municípios em busca de atendimento.
Outras aguardam meses por procedimentos.
Ao longo de sua caminhada política, Dr. Elói tem colocado essas dificuldades entre os temas que considera prioritários.
Sua experiência como médico e como ex-prefeito é apresentada como uma forma de compreender tanto o lado de quem atende quanto as dificuldades de quem administra um município e precisa buscar recursos para manter os serviços funcionando.
Mais do que uma candidatura, uma discussão regional
A candidatura de Dr. Elói reacende uma discussão que deveria estar acima de partidos e nomes.
Qual é o espaço que o Planalto Norte ocupa na política nacional?
A região possui população, produção, indústria, agricultura e importância econômica.
Possui também necessidades.
E quanto maior a presença política, maior tende a ser a capacidade de colocar essas necessidades na mesa de discussão.
Não significa que um parlamentar de outra região não possa defender o Planalto Norte.
Mas existe algo diferente quando aquele que ocupa uma cadeira em Brasília conhece os municípios não apenas pelo mapa, mas pela própria história.
Quando sabe onde estão os problemas porque já passou por aquelas estradas.
Quando conhece hospitais, empresas, agricultores e comunidades não apenas através de relatórios, mas pela convivência.
O Planalto Norte também quer ter voz
Durante anos, a população regional acompanhou outros territórios catarinenses construírem bancadas políticas fortes e ampliarem sua capacidade de articulação.
Agora, a eleição de 2026 abre novamente a oportunidade de discutir o futuro da própria região.
A candidatura de Dr. Elói Quege surge dentro desse contexto.
O resultado será decidido pelo eleitor.
Mas uma reflexão permanece independentemente de nomes e partidos:
quanto vale para o Planalto Norte ter alguém que possa levantar a mão em Brasília e dizer: “esta região também precisa ser ouvida”?
Porque representação política não significa apenas ocupar uma cadeira.
Significa abrir portas.
Significa cobrar.
Significa buscar recursos.
Significa defender projetos.
E, principalmente, significa garantir que cidades muitas vezes distantes dos grandes centros não sejam esquecidas quando as decisões que definirão seu futuro forem tomadas.
O Planalto Norte produz, trabalha e contribui diariamente para Santa Catarina.
Agora, quer também ampliar sua voz.


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