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Vereadoras propõem criação de Casa Abrigo para mulheres vítimas de violência em Três Barras

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Indicação apresentada ao Executivo prevê acolhimento temporário para mulheres e filhos menores em situação de risco, com atendimento integrado à rede de proteção

As vereadoras Daniela Alberti Gonçalves, Mona Uba Dequech Denk, Mara Carla Eufrasio Shimoguiri e Suelen Adur Wogeinaki Dobrochinski apresentaram uma indicação solicitando ao Poder Executivo de Três Barras a realização de estudos para a implantação de uma Casa Abrigo destinada ao acolhimento temporário de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, além de seus filhos menores.

A proposta prevê que a estrutura seja destinada principalmente às mulheres que estejam em situação de risco iminente e necessitem de um espaço seguro para permanecer temporariamente, garantindo proteção, segurança e atendimento humanizado.

Segundo as vereadoras, a iniciativa busca fortalecer a rede municipal de proteção às mulheres e ampliar as políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica.

A justificativa da indicação destaca que a criação de casas de acolhimento está prevista na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). O artigo 35 da legislação estabelece a possibilidade de União, Estados, Distrito Federal e municípios criarem e promoverem casas-abrigos para mulheres e seus dependentes menores em situação de violência doméstica e familiar.

Além de proporcionar um local seguro para acolhimento emergencial, a proposta sugere que a futura Casa Abrigo possa oferecer acompanhamento psicológico, social e jurídico, auxiliando as vítimas no processo de reconstrução de suas vidas com maior autonomia, dignidade e segurança.

Conforme apresentado na indicação, o espaço também poderá trabalhar de forma integrada com órgãos e instituições que já fazem parte da rede de proteção, como as secretarias municipais de Assistência Social e Saúde, Polícia Militar, Polícia Civil, Ministério Público, Poder Judiciário, Defensoria Pública, CRAS e CREAS.

Para as autoras, a integração entre esses serviços permitiria um atendimento multidisciplinar, além dos encaminhamentos necessários para cada situação.

As vereadoras argumentam ainda que, diante dos casos de violência contra a mulher, é necessária a criação e ampliação de políticas públicas voltadas à prevenção, proteção e atendimento das vítimas.

Com a indicação, caberá agora ao Poder Executivo Municipal analisar a viabilidade da proposta e a possibilidade de realização dos estudos necessários para a implantação da Casa Abrigo em Três Barras.

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Equipe A Gazeta Tresbarrense
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