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Prazer, Gratificação e a Felicidade

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Prazer ou gratificação? Qual a diferença e o que isso tem a ver com a felicidade?

 

 

O prazer vem da alegria e do bem-estar. Mais ainda, o prazer é uma emoção positiva, genuína e faz parte da felicidade. Sentimos prazer ao comer algo saboroso, ao sentir um aroma gostoso, ao ouvir a nossa música favorita. Ou seja, o prazer está ligado aos nossos sentidos. Porém, relacionado ao prazer, também há um fator a ser considerado: a habituação.

 

 

O que seria a habituação? É a nossa tendência de nos habituarmos quando repetimos uma experiência, por exemplo: a primeira colherada de um sorvete de um determinado sabor que apreciamos nunca é igual à segunda, que nunca é igual à terceira. E da quarta em diante, só estaremos acumulando calorias (SELIGMAN, 2010).

 

 

O prazer, portanto, é de curta duração e, devido a isso, precisamos aprender a lidar com essa habituação por meio do nosso autocontrole ao intercalar momentos de prazer, com não-prazer, para não nos tornarmos vítimas do próprio prazer. Para exemplificar: ao comer chocolate, o cérebro produz dopamina – que é um neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar, humor e prazer -, e que ativa o sistema de recompensa. Se ao comer o chocolate nos sentimos felizes e satisfeitos, o cérebro registra isso como algo prazeroso e que deve ser repetido. Para resistir à tentação de comer novamente o chocolate, podemos começar a pensar que frutas também é bom e isso vai ativar também o sistema de recompensa e será mais fácil exercer o autocontrole em relação ao consumo de doces. (CIÊNCIA E SAÚDE, 2019).

 

 

Além do prazer, a gratificação também é um dos gatilhos para a felicidade. A gratificação é uma emoção que sentimos quando estamos imersos e absortos em atividades que gostamos de fazer e quando alcançamos um desejo ou objetivo vinculados à essas atividades, isso nos faz sentir uma reação emocional agradável e mais duradoura.

 

 

Para compreender melhor: a gratificação está presente quando temos uma conversa agradável com alguém, quando terminamos uma tarefa, ou quando lemos um livro. Dessa forma, as gratificações exigem nossa atenção, raciocínio e nos fazem nos sentirmos engajados.

 

 

 

O prazer e a gratificação são duas emoções positivas, embora com caraterísticas diferentes entre cada uma delas: os prazeres são passivos e envolvem pouco ou nenhum raciocínio e muita emoção, bem como são momentâneos e fortemente sensoriais. Já as gratificações são ativas, nos conduzem à concentração e raciocínio e tem maior durabilidade, por isso exige esforço, mas vale a pena!

 

 

 

Segundo Cotrim (2018), uma vida voltada apenas aos prazeres como: passar muito tempo assistindo televisão, consumir álcool e drogas, estar sempre conectado em mídias sociais, práticas de sexo sem amor e consumo excessivo de determinados alimentos como chocolate são perigosos, e podem causar depressão e ansiedade.

 

 

Para melhor reflexão: lembre-se das férias de final de ano e/ou início de ano, quando parece que está tudo bem: estamos saindo, nos divertindo, indo aos shopping centers, mas, de repente começamos a nos sentir desconfortáveis sem entender o motivo, uma das causas pode ser prazeres demais e poucas gratificações. Quando começamos a nos sentir assim, ansiamos voltar às nossas atividades: escola e trabalho para nos sentirmos ocupados e evitar o desconforto.

 

 

 

Porém, para sentir felicidade, o caminho é equilibrar os prazeres e as gratificações e não procurar nos ocupar de atividades que também não são gratificantes.  Para isso, identifique quais são as atividades gratificantes na sua vida: ler, escrever, fazer um curso, cantar, dançar, praticar esportes?

 

 

 

Após estas reflexões responda a esta outra pergunta: Como você está balanceando prazeres e gratificações em sua vida?

 

 

 

A resposta desta pergunta é importante para que você possa avaliar como está a sua satisfação e o seu sentimento de felicidade. Caso você esteja vivenciando ou buscando mais prazeres para ser feliz, que tal procurar por gratificações e assim trilhar o verdadeiro caminho para a felicidade?

 

 

Referências

 

CIENCIA E SAÚDE. Como funciona o sistema de recompensa do cérebro e por que ele mexe tanto com sua vida. Publicada em 27 set. 2019. Disponível em: < https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/viva-voce/noticia/2019/07/28/como-funciona-o-sistema-de-recompensa-do-cerebro-e-por-que-ele-mexe-tanto-com-sua-vida.ghtml> Acesso em: 15 out. 2021

 

SELIGMAN, M. E. P. (2010). Felicidade autêntica: usando a nova psicologia para a realização permanente. Rio de Janeiro: Objetiva.

 

 

Príncela Santana da Cruz. Professora e Psicóloga Clínica E-mail: princela_cruz@hotmail.com

 

Roberson Alexsandro Vithoft. Autodidata da Ciência da Felicidade. E-mail: robersonvit13@hotmail.com

 

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Equipe Gazeta
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